terça-feira, 26 de julho de 2011

Urbano

Estica a face pálida,  tenta congelar trevos com faíscas de lágrimas ocultas. Embriagada em rocha nua, nela podemos ver seres magnéticos, platelmintos dos mais belos, escolho o purpura de fraque. Quando decido entre minha mente e o vento, sempre escolho a sobriedade. Volumes frisados nos fios vaidosos, penteiam dois encontros de madeira polida, mármore dedilhado com cordas esculpidas. Calda de brilho opaco e seca tábua azul-mar, no mais distante horizonte curioso que não se pode enxugar. As palmeiras que estão arroxeando no espelho cólico, e os vibrantes esquilos acolchoados em pequenas panelas de vidro militar.  Espertas lagartixas espiãs de framboesas no cio, visitam as amoras traumáticas em ambiente hostil. Cabeças de arbustos em um cubo quebrado acolhe o violino desmaiado derretido nesse deserto azul amarelado. E as cenas permanecem estátuas em molduras imaginárias.

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